Saindo da Matrix
- Tayná Vitória

- 6 de dez. de 2018
- 4 min de leitura
Atualizado: 1 de out. de 2024
15/11/14
''-Como você está?
-Vazia
Não extiste mais som, tudo o que restou foram os meus pensamentos. Pensando bem, tem muita oscilação sonora aqui. Observo as serras que se conservam distantes e a árvore sozinha em seu farfalhar deprimente. O som de uma trompa bem distante e a solidão que me enoja. Parece que foi a um milênio que tudo aconteceu.... Joanne Rowling contando-me as histórias de Harry e a vida no mundo dos bruxos. Lewis confidenciando-me a criação de Nárnia, as alegrias e as desventuras dos narnianos, o sofrimento de Rillian, como também sua inefável felicidade ao ser libertado pelo trio mais peculiar já visto pelo submundo. Tolkien apresentando-me a Sociedade do Anel e jogando em minha mente teses que com um pouco de maturidade iria introspectar em mim e relacionar com as ideias de pensadores que moram distante da Terra Média.
Polyanna ensinando-me o jogo do contente. Riordan permitindo-me descobrir o quão incrivéis podem ser adolescentes movidos pelo sentimento de ajudar o mundo tal como: Annabeth, or irmãos Stoll, Nico,Percy, Jason, Piper,Reyna.....e tantos outros. A Marvel e a DC me apresentaram herois anônimos para a sociedade em que viviam mas que ajudavam tanto anonimamente, como Merlin protegia Arthur. Dan Brown mostrando-me a Fortaleza Digital e Cury fazendo-me ver que há colecionadores de lágrimas.
Eles falavam mais alto para que não escutasse as palavras invectivas, a zuada dos copos sendo quebrados e a paz sendo desrespeitada. Eles estavam esforçando-se para que eu não perdesse minha infância. Mas havia outros herois que que não eram escritores e não tinham o gene mutante, mas me amavam mais que tudo.
E eles conseguiram completar a missão?
Com honra e maestria tal como a tripulação do capitão Kirk que sempre com um sincronismo perfeito salvavam a coisa toda.
Mas agora estamos em um período diferente. Eu estou em um período diferente.
Em um período em que visto a dor em belas palavras.
Como sair dessa Matrix?''
18/10/18
O texto acima como já sinalizado, foi escrito em 2014. Estava em depressão, e ela era minha Matrix. Sinceramente? Já falei sobre isso em um texto que publiquei no site. Então, o quero acrescentar ao mostrar um dos meus escritos quando estava naquele sistema, foi a virtude que desenvolvi: o amor pelos livros.
Alguns podem dizer que a leitura para mim era como um vício, uma droga, que eu procurava para fugir da realidade que me prensionava. Mas....vício é uma dependência física ou psicológica por algo. Quando a pessoa está viciada em algo, ela é totalmente dependente daquilo para sentir uma paz fugidia e de curta duração, por isso sempre está buscando esse ''aliviador de dor de curta duração''.
Quando a pessoa não o tem, desespera-se, torna-se agressiva ou extremamente retraída. Sempre que algo de ruim acontece a pessoa procura o conforto da droga. Sempre que fica ansiosa ou com medo, procura a droga.
Já os livros..... eles quebravam minhas correntes. Eles me sustentaram o tempo todo, durante a depressão, durante os problemas em casa.....Eles me ensinaram a resetar o sistema, sempre que fosse necessário, ensinaram-me a renascer das cinzas, ensinaram-me que há vida após a depressão, após problemas sérios dentro de casa. Eles me ensinaram a não me permitir ser escrava emocional ou física de nada nem de ninguém. Os livros com seus escritores humanos, mas mágicos, ampliaram minha mente, me mostraram que o normal é estarmos bem. Hermione, amiga de Harry Potter, sempre me mandava estudar quando eu não conseguia, quando minha mente era só pensamentos infelizes, as vezes eu a desobecia, mas podem acreditar muitas vezes que estava na mesa estudando, era por ela, por mim, por meus pais, e pelos amigos que ainda não conhecia mas os quais poderia ajudar com a futura profissão que dependia dos aprendizados, aparentemente desnecessários do ensino médio. Enfim, eu tenho dentro de mim, cada personagem temperando minha personalidade. O que eu peço a você é que se permita ser temperada (o) por algum livro e por algum pesonagem incrivel. Eu te peço que não se deixe azedar por drogas que te torna dependente delas. Eu lia quando queria ler, mas quando a zuada começava na casa não dava para me concentrar no entanto eu não enlouquecia, eu simplesmente colocava o fone de ouvido e entrava no mundo da música.
Escolha o que te ensina a ficar bem sem efeitos colaterais, sem ''porém''.
Mas... o verme que é a depressão não saiu de mim só com os livros, teve outros salvadores da pátria que apareceram, mas isso.... Eu já te contei. Tá no texto Constelação de Gandhi, se quiser, vai me ler lá.
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Ad Astra
T.V





